Não senti nenhuma alteração... e não estou com um humor muito bom.
Hoje eu vou colocar aqui algumas coisas sobre a CRS (Cirurgia de Redesignação Sexual). O arquivo é beeeem GRANDE, só leia se quiser se informar sobre o assunto.
O Desenvolvimento da Cirurgia Moderna de Redesignação Sexual (CRS)
Com os avanços rápidos do conhecimento sobre os hormônios sexuais e a cirurgia plástica depois da Segunda Guerra, finalmente foi possível contemplar uma completa resolução (médica e cirúrgica) do dilema de transexualismo. Durante a década dos 50, mulheres transexuais começaram a aproveitar dos benefícios dos hormônios femininos sexuais, que chegavam a ser disponíveis, e que lhes permitiram o crescimento dos seios, o amolecimento da pele e depois de algum tempo, a acquisição de uma figura feminina. Também nos anos 50, uns poucos cirurgiões executaram umas cirurgias experimentais para construir vaginas nas transexuais MtF, utilizando a pele das coxas ou nádegas, uma técnica prestada das cirurgias inovadoras que praticavam na época nas moças intersexuais.
Christine Jorgensen, uma cidadã americana, era uma das transexuais do primeiro grupo que se submeteu a uma “mudança de sexo” cirúrgica. A imprensa americana revelou a história dela um pouco depois da sua cirurgia inicial e ela virou objeto de atenção sensacionalista da mídia e do público. Por meio da história dela, muitas transexuais se informaram pela primeira vez da existência dos novos tratamentos hormonais e cirúrgicos. Mesmo assim, o acesso a tais tratamentos ficou limitado a um número pequeníssimo de pacientes na Europa.
Ao final dos anos 50, um cirurgião plástico francés, o Dr. Georges Burou, M.D., inventou a técnica moderna da inversão do pênis para a redesignação sexual da transexual MtF, e tem sido utilizado variações dessa técnica até agora. A inovação fundamental que fez o Dr. Burou consistia em que utilizou a pele dos órgãos masculinos para criar os tecidos sensíveis dos novos genitais femininos, inclusive uma vagina nova.
Pioneiras transexuales Coccinelle, Bambi e April Ashley: se contaram entre as primeiras pacientes de SRS do Dr. Burou entre 1958 e 1960.
Coccinelle
Bambi
April Ashley
Porém, nos EUA tal cirurgia ficou quase desconhecida através dos anos 60. Depois da publicidade do caso de Christine Jorgensen de 1952, uma pressão intensa de organizações religiosas fez com que a maioria dos hospitais nos EUA explicitamente proibiram tais cirurgias, e usaram crenças religiosas como justificação para negar o tratamento hormonal e cirúrgico às transexuais. Além disso, a comunidade médica desses anos pensava dos transexuais como pessoas psicóticas em vez de ter nascido no gênero errado. Em vez de a comunidade médica as ajudar, forçava muitas transexuais a entrar instituições psiquiátricas, onde os médicos tentavam “curar a doença” delas por meio de terapias de aversão e eletrochoque.
Ao final dos anos 50 e ao início dos 60, um número de moças americanas intensamente transexuais elegia a se castrar para se fazer mais femininas e para evitar a proibição hospitalária contra a remoção durante a SRS dos testículos de um “homem integro.” Depois de não mais ser integra, tal moça podia esperar arrumar a SRS em alguns hospitais americanos, contanto que tivesse dinheiro suficiente. Lê, por exemplo, a história da pioneira transexual Aleshia Brevard. A uma idade nova, e feminilizada pelo estrogênio, Aleshia se tornou uma estrela na casa noturna Finocchio’s, o clube mundialmente conhecido de transformistas em São Francisco, Califórnia. Depois de uma auto-castração para se feminilizar mais, Aleshia, com a ajuda do Dr. Benjamin, conseguiu se submeter à SRS em 1962. Como fizeram muitas mulheres transexuais pós-operadas (inclusive Lynn), Aleshia deixou para atrás o seu passado e começou a viver de modo discreto. Seguiu uma carreira no negócio dos shows, era uma “Playboy Bunny” (hóspede em um dos clubes da Playboy), e eventualmente chegou a ser uma atriz conhecida no filme, teatro e televisão, e se casou-se três vezes! Faz pouco tempo desde que ela revelou o seu passado, o que ela descreve em um livro maravilhoso sobre sua vida surpreendente.
Aleshia (pré-operada) como a estrela “Lee Shaw” no clube Finocchio’s em 1961
Aleshia Brevard, um pouco depois da SRS em 1962
Aleshia como uma atriz ao início dos anos 80 quando escondia o seu passado
Algumas Fotos dos Resultados da Cirurgia Moderna SRS
As fotos seguintes mostram os detalhes da genitália feminina criada pela vaginoplastia e labioplastia contemporâneas. Estas fotos esclarecem como tão avançada é a cirurgia moderna SRS. A cirurgia nestas fotos foi executada nos anos 1999 e 2000 pelo cirurgião Dr. Eugene Schrang, M.D., de Neenah, Wisconsin, EUA.
Foto 1
Foto 2
Excitação Sexual, Relações Sexuais e Orgasmo das Mulheres Transexuais Pós-OperadasExistem muitos mitos sobre o efeito de SRS na libido, na sexualidade e no orgasmo da mulher transexual. Muitas mulheres pré-operadas se preocupam justamente sobre as possibilidades futuras de participar em e desfrutar do coito depois da SRS. Em especial se preocupam sobre a questão de poder experimentar plenamente a excitação sexual e o orgasmo. A capacidade de se excitar facilmente, o desejo para contato íntimo e sensual e a liberação que se consegue pelo orgasmo são bens estimáveis numa relação amorosa, especialmente combinado com o desejo de dar prazer completo a um namorado. Uma pérdida destas capacidades poderia arruinar a oportunidade da mulher de experimentar a sua humanidade plena depois da transição, em especial de encontrar e desfrutar de uma relação amorosa de intimidade e paixão. Porém, como veremos, caso seja o caminho correto, a SRS pode fornecer a oportunidade de experimentar plenamente a felicidade do amor e sexo, e assim finalmente desfrutar de uma vida plena.
Mito vs. Realidade, e a Decisão de se Submeter à SRSMuita gente simplesmente assume que a pérdida da genitália externa masculina resultará numa pérdida total da sexualidade. Isto é um mito ignorante que inecessariamente amedronta muitas mulheres pré-operadas, e que também provoca preconceitos contra mulheres pós-operadas porque o público pensa delas como pessoas que têm anulado sua sexualidade.
É certo que um homem típico sofreria um impacto catastrófico da sua imagem corporal e da sua libido como resultado da pérdida da genitália externa. Porém, se sabe desde faz muito tempo que homens que perderam a genitália, por exemplo como conseqüência do câncer, com prática e acompanhamento psicológico podem recuperar a capacidade de excitação sexual e orgasmo.
Ainda mais importante, o fato é que mulheres transexuais não são “homens típicos.” Não experimentam um impacto negativo na imagem corporal como resultado da SRS, ao contrário, esta imagem melhora muito. As histórias de hijras incontáveis da Índia mostram que inclusive as formas primitivas da SRS não devastam a sexualidade das moças, mas de fato ajuda muitas delas. A SRS tem o efeito oposto nas mulheres intensamente transexuais do que teria a emasculação de um homem típico. A SRS geralmente libera as libidos das mulheres transexuais e permite muitas vezes que desfrutem por primeira vez da sua sexualidade física e do orgasmo durante o coito.
Os mitos e mal-entendidos sobre os efeitos da SRS resultam que muitas mulheres transexuais ficam indecisivas sobre a questão de se submeter à cirurgia. Mesmo com sentir a forte necessidade de fazer com que o corpo e a identidade de gênero concordem, muitas mulheres pré-operadas experimentam muita angústia, imaginando um futuro sem a capacidade de excitação sexual e orgasmo.
Esta angústia faz-se pior ao ouvir várias histórias de transições transexuais que fracassaram, incluindo os casos de alguns crossdressers e transformistas intensos que se submeteram à SRS por motivos sexuais, e que logo ficaram com a libido e capacidade de orgasmo extinguidas.
As Alegrias e Maravilhas de uma Completa Correção de GêneroOs modernos avanços médicos nos levam muito longe das técnicas primitivas da cirurgia que se usaram no tratamento tradicional “Hijra.” O tratamento moderno de homônios, a vaginoplastia (SRS), a cirurgia de feminização facial e outras cirurgias cosméticas podem modificar bastante o corpo transexual MtF para que concorde bem ao seu gênero inato, especialmente com o começo de tratamento cedo na vida. Já é possível que muitas mulheres pós-operadas se sintam completamente congruente de gênero nos seus corpos transformados, e que entrem confortavelmente e apaixonadamente em relações íntimas (ou heterossexual ou lésbica, seja como for), como mulheres sensuais e sexualmente sensíveis.
O grau de feminização e modificação do corpo que já é possível por uma intervenção médica cedo na vida, e como resultado de muito esforço, se pode ver nas fotos de mulheres transexuais tais como Amanda Lear (França), Roberta Close (Brasil), Carolyn Cossey (EUA) e Julia Sommers (Austrália).
Estas lindas fotos abaixo de Jenny Hiloudaki (Grécia), que começou a usar hormônios femininos quando tinha 13 anos e que se submeteu à SRS quando tinha 20, sugerem as alegrias e maravilhas de resolver a condição transexual e proceder a viver, no corpo feminino que resulta, uma vida plena como uma mulher amorosa.
Foto 1
Foto 2
Fonte: http://ai.eecs.umich.edu/people/conway/TS/PT/SRS-PT.html__________________________________________________________
Vou colocar também umas imagens de algumas transexuais famosas:
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Carolyn Cossey

Caroline Montenegro

Kim Petras (Transexual mais jovem a mudar de sexo)

Patricia Araújo

Fernanda Lima

E a nossa brasileira Roberta Close

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Momento revelação de hoje:
Quando eu era mais novo, alguns anos só, eu conheci uma tia minha que era bem distante, morava em São Paulo. Ela é sozinha, e nunca se casou, ela me levou para São Paulo com ela várias vezes, algumas vezes fui de carro, algumas vezes de ônibus, mas teve vezes que eu fui de avião. Foi a primeira vez que eu andei de avião na minha vida, e fui sozinho. Ela ficou me esperando no aeroporto de lá, e na hora de vir embora meus pais me esperaram no aeroporto aqui. Andar de avião é maravilhoso, ao total eu devo ter andado umas 5 ou 6 vezes, e gostei de todas. A minha tia era muito, muito legal no começo, até que um dia ela brigou comigo, eu tinha ficado emburrado por causa que eu queria ir no parque aquático mas tava fechado, só deu de ir no parque de diversão, mas eu era dificil, sempre fui. Ela falou tanta coisa pra mim, tanta coisa, eu chorei baldes de lágrimas, disse que eu era um mimado, mal educado, criança (óbvio que eu era criança eu só tinha 9 ou 10 anos). Depois daquilo a minha visão sobre ela mudou completamente. Eu voltei mais vezes lá depois da primeira briga, mas dai em diante só piorou, nós brigamos mais, e a medida que eu crescia ela criticava o meu modo de andar, o meu jeito, o meu cabelo, modo de vestir e outras coisas. Ela desconfiava sim que eu era diferente, mas ela não aceitava aquilo, várias vezes ela me fez cortar o cabelo mais curto, por causa que cabelo comprido não é coisa de rapaz, e não adiantava eu chorar por não querer cortar o cabelo, ou ficar emburrado, dizer não, ela sempre cortava, ela cortou 3 vezes. Mas na última vez que ela cortou a gente brigou de novo, nessa briga ai ela já sabia que eu era transexual, quer dizer ela aceitava que eu fosse homossexual, transexual não. E me meteu o desaforo, disse que eu era mal criado novamente, disse que tava na hora de eu crescer e aparecer, porque ela lutou muito na vida por não sei o que e não sei o que lá, e que sofreu e que o pai dela e ela não se davam bem... Etc. Olha depois disso eu vim embora, e quer saber? Eu to pouco ME FUDENDO para ela agora! Não importa se ela me deu roupa de marca, se gastou não sei quantos com passagem de avião, se fez isso ou se fez aquilo, ela é minha tia não tem direito de me tratar como trata o filho dela. Coitado daquele menino, tenho pena dele por ter que viver lá, eu não quero mais ver ela nem pintada. Beijos minha tia querida.
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Imagem de hoje:

(Tem momentos na vida que a gente precisa muito de um anjo como esse).